No período que as novas regras de atendimento psicológico à distância entram em vigor, especialista debate prós e contras da terapia online.
A era da internet é hoje uma facilitadora da vida cotidiana. Com um simples clique podemos pagar contas, fazer compras, conversar com os amigos e ir ainda mais longe, por exemplo, fazer terapia.
Uma resolução do Conselho Federal de Psicologia, publicada em 2018, autoriza que os psicólogos façam consultas com os pacientes de forma virtual.
O atendimento online é vedado quando o Conselho entende que o presencial e o apoio de uma equipe mais completa sejam indispensáveis, como em casos de violência, surtos e acidentes graves.
Nesses casos, o psicólogo online deve encaminhar o paciente a uma equipe completa e ao atendimento presencial, como explica a psicanalista e pesquisadora Cláudia Catão, especialista em práticas clínicas mediadas por tecnologia da USP.
“A gente não pode atender emergência online, pacientes com surtos, tentativas de suicídio, com instabilidade. Quanto maior a complexidade, menos online precisa ser”, ressalta.
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