O outro lado da guerra das maquininhas

A movimentação entre os adquirentes e suas maquininhas nunca foi tão intensa. Se você estiver olhando apenas para a taxa mais baixa, ignora a mudança que essa competição está provocando no varejo.

A empresa Rede surpreendeu o mercado com um movimento agressivo: o fim da taxa na antecipação de recebíveis de pagamentos realizados com cartões de crédito.

A antecipação de custo foi oferecida para todas as empresas e empreendedores com faturamento de até R$ 30 milhões que usam maquininhas da Rede e tenham conta no Itaú.

A medida gerou atrito em um segmento que vive em competição intensa, com disputas de espaço e busca da preferência de lojistas, prestadores de serviço e empreendedores individuais com suas maquininhas e soluções agregadas.

O lance da Rede representou um líder querendo impor seu jogo, depois de compreender que a natureza competitiva do negócio está em transformação.

Desde que o mercado de adquirência foi liberado pelo Bacen, o ambiente se tornou mais promissor para empresas insurgentes se aproveitarem dos problemas e vícios existentes, derivados da excessiva concentração em mãos de empresas organizações tradicionais.

O mercado que se organizou em torno de Cielo e Rede, hoje ganha novas alternativas com a Getnet, Stone, PagSeguro e Bin/First Data para ficar apenas nos mais populares.

Com a desregulamentação e o incentivo à competição veio também a possibilidade de embarcar inovações em série nas chamadas maquininhas.

Cada terminal traz muito mais do que apenas permitir a compensação de pagamentos em débito e crédito.

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