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Dia 26 de novembro de 2014

Dá para ser otimista

Números divulgados nos últimos dias indicam um fim de ano sem grandes estouros de champanhe. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) derrubou, pela segunda vez seguida, suas estimativas de crescimento das vendas do varejo para a temporada de Natal. Em setembro, a projeção era de expansão de 3%, número que foi reduzido para 2,6% em outubro e, agora em novembro, para 2,3%. Caso se confirme, essa expansão será menos da metade da verificada em 2013 (5,1%). A entidade também projeta a geração de 137.900 vagas criadas no comércio para atender à demanda natalina, apenas 0,3% mais que um ano atrás. Já a Fundação Getúlio Vargas verificou, entre outubro e novembro, uma queda de 6,1% no Índice de Confiança do Consumidor (ICC), de 101,5 para 95,3 pontos. O indicador ficou no menor nível desde dezembro de 2008, quando era de 94,8 pontos. Houve queda na satisfação com a situação presente (para o menor índice da série histórica) e piora das expectativas em relação ao futuro. Como o ICC é um dos principais indicadores da tendência de desempenho do varejo, o cenário é turbulento para a temporada de Natal.O que, convenhamos, não é nenhuma grande novidade. A descoberta de um mar de lama na Petrobras e o desempenho anêmico da economia tendem a fazer com que o consumidor não se sinta motivado a comprar. A alternativa encontrada por boa parte do varejo é apostar na velha receita de grandes descontos, desta vez batizada com o pomposo nome de Black Friday. Uma expressão que faz muito sentido nos Estados Unidos, onde nasceu (é a sexta-feira seguinte ao Dia de Ação de Graças, onde, graças às ações promocionais, o varejo aumenta suas vendas e passa a operar no azul ? black para eles), mas que no Brasil depende de toda essa explicação para ser entendido. Ainda assim, no ano passado a data gerou R$ 770 milhões em vendas e que deve passar de R$ 1 bilhão em 2014.Nos Estados Unidos, a data funciona como o pontapé inicial na temporada de gastos de Natal. Já no Brasil, está próxima do recebimento do 13º salário, que sempre traz um fôlego financeiro extra aos consumidores. E é justamente esse fôlego extra, aliado à eterna disposição do brasileiro em acreditar que temos melhores vêm à frente, que manterá o varejo na rota de crescimento neste fim de ano.Em um cenário de incertezas, o varejo vem sendo, há anos, o motor da economia brasileira. E nada indica que isso mudará no futuro próximo. Nem a incerteza, nem o desempenho acima da média. *Renato Müller é editor da plataforma NOVAREJOLeia mais: Um raio-x do consumo no Natal

Princípios e longevidade

Anos 1900, Inglaterra. Roupas feitas sob medida ainda eram a regra, mas algumas peças dos guarda-roupas femininos já eram produzidas em escala. Pequenas fábricas faziam esses produtos normalmente empregando até 50 jovens costureiras, quase sempre imigrantes, que ganhavam um salário muito baixo e trabalhavam em condições insalubres. A pouca iluminação e as longas horas de trabalho desgastavam física e mentalmente. Ainda assim, agulha e fio eram praticamente o único recurso dessas pessoas para sobreviver. Na outra ponta, poucos clientes paravam para pensar como eram feitas as roupas mais baratas que chegavam às lojas.Se excluirmos dos dois parágrafos acima a data e o país, a situação poderia se ambientar em vários lugares do mundo. De São Paulo a Pequim, existe uma discussão contínua sobre as condições de trabalho na indústria e no varejo. No Brasil essa questão ganhou manchetes de jornal em 2014, com a autuação de diversos varejistas por conta das práticas de seus fornecedores. O grande ponto é que o varejo é considerado responsável pelas ações de sua cadeia de suprimentos e, assim, precisa observar e controlar não apenas o que acontece ?dentro de casa?, mas também as práticas de seus fornecedores.A consequência de ignorar esse fato pode ser dramática. Nas últimas décadas o consumidor ganhou poder: o poder de deixar de comprar determinados produtos que não atendem às suas exigências de qualidade, conveniência, preço e, mais recentemente, valores morais e éticos.Não tomar nenhuma atitude é, na verdade, correr o risco de ser punido por ações que um fornecedor de um fornecedor tenha realizado. O varejo precisa incorporar a cadeia de suprimentos às suas práticas de governança corporativa e fazer dessas práticas uma declaração de princípios.Somente a construção de marcas fortes, que extrapolam a relação transacional com seus clientes, é capaz de impedir que ações de terceiros manchem a imagem corporativa. A busca de competitividade e eficiência não é apartada de princípios e valores. Ao contrário, depende deles para aprimorá-las.Marcas íntegras, consistentes e que comunicam seus valores têm vida longa. *Renato Müller é editor da plataforma NOVAREJO

SUMÁRIO – Edição 282

As relações de consumo acompanham mudanças intensas e contínuas na sociedade e no mercado. Vivemos a era do pós-consumidor, mais exigente e consciente e, sobretudo, mais impaciente, mais insatisfeito e mais intolerante com serviços ruins, falta de conveniência, serviços deficientes e quebras de confiança. Mais do que nunca, ele é o centro de tudo, das decisões, estratégias e inovações. O consumidor é digital sem deixar de ser humano, inovador sem abrir mão do que confia, que critica sem consumir, reclama sem ser cliente, questiona sem conhecer. Tudo porque esse consumidor quer exercer um controle maior sobre suas escolhas e decisões. Falamos de um consumidor que quer respeito absoluto pela sua identidade – ativista, consciente, independentemente de gênero, credo, idade, renda. Um consumidor com o poder de disseminar ideias, que rapidamente se organiza em redes orquestradas capazes de mobilizar corações, mentes e manifestações a favor ou contra ideias, campanhas, marcas, empresas. Ele cria tendências e as descarta na velocidade de um clique. Acompanhar cada passo dessa evolução do consumidor é um compromisso da Consumidor Moderno, agora cada vez mais uma plataforma de distribuição de insights e conteúdo multiformato, com o melhor, mais completo, sólido e original conhecimento sobre comportamento do consumidor e inteligência relacional, ajudando executivos de empresas que tenham a missão de fazer a gestão eficaz de comunidades de clientes a tomar melhores decisões estratégicas. A agenda ESG, por exemplo, que finalmente ganha relevo na agenda corporativa, ocupa nossa linha editorial há muito tempo, porque já a entendíamos como exigência do consumidor no limiar da era digital. Consumidor Moderno também procura mostrar o que há de mais avançado em tecnologias, plataformas, aplicações, processos e metodologias para operacionalizar a gestão de clientes de modo eficaz, conectando executivos e lideranças em um ecossistema virtuoso de geração de negócios e oportunidades.

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assinadas. A reprodução do conteúdo editorial desta revista só será permitida com
autorização da Editora ou com citação da
fonte. Todos os direitos reservados e protegidos pelas leis do copyright, sendo vedada a
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publicados nesta revista, salvo expresso
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Consumidor Moderno ISSN 1413-1226

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