Black Friday: interesse dos brasileiros não apresenta crescimento

Ainda sob efeito da crise econômica, entrevistados sinalizam compras apenas em promoções que apresentem descontos atrativos

Por: - 2 semanas atrás

Embora o Black Friday tenha se consolidado no calendário de compras do brasileiro, o ano de 2018 não deve apresentar aumento em relação ao ano anterior. Segundo levantamento realizado pela NZN, a expectativa é que os números não apresentem muitas novidades em relação a 2017, quando a intenção de compras no período foi indicada como média para 41% dos respondentes.

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Os entrevistados que apontam intenção média de compras para a edição de 2018 indicam que o motivo decisivo está relacionado ao encontro de ofertas que, de fato, sejam atrativas. Para 27% dos entrevistados que estão com expectativa baixa, a compra só deverá acontecer caso sejam impactados por uma oferta muito atrativa. Outra parcela do público, 32%, revelou que estão dispostos e aguardando a data para aquisição de produtos.

O impulso da compra

O estudo também contemplou o comportamento de 48% dos entrevistados que nunca compraram durante o período da Black Friday. A justificativa que dominou entre os respondentes para não participar da ocasião foi a falta de preços interessantes (47%), seguido pela falta de dinheiro (39%). A falta de interesse em compras nesse período fecha a lista com 12%.

Entre o público que já comprou na Black Friday em anos anteriores, o fator determinante para a compra, assim como nas outras edições, será o preço, com 72% das respostas. Na sequência, aparecem confiança da loja (11%), produto (6%), condição de pagamento (6%), frete (4%) e tempo de entrega (1%).

Os mais desejados

Os smartphones dominaram a lista de itens queridos em 2017 e, neste ano, não será diferente. O produto lidera a intenção de compra do público, com 58%, seguido por acessórios de informática (46%) e hardware (43%) – que inclui produtos como placas de vídeo, processadores, memória etc. Fechando o ranking, aparecem os videogames e consoles, com 40% das menções, seguido por notebooks (31%), TVs (23%), roupas (21%), eletrodomésticos (20%) e tablets e eReaders (15%).