Especial pós-consumidor: jovens sonham com a casa própria

Para 94% dos entrevistados pela pesquisa exclusiva da MindMiners, ter um imóvel é importante

Por: - 4 dias atrás

As construtoras estão de olho nos interesses do pós-consumidor. Afinal, ter uma casa é importante para 94% dos entrevistados pela MindMiners. “Independentemente da idade ou da classe social, nossos clientes querem design, autoria e benefícios para a cidade”, afirma Otavio Zarvos, cofundador da Idea!Zarvos. “Sempre levamos em consideração o que os consumidores têm a nos dizer. Agora mesmo, uma cliente perguntou se não teria como colocarmos uma sala de massagem no edifício, quando, até outro dia, o que era indispensável era ter um quartinho de empregada nos apartamentos”, acrescenta. Nesse sentido, a construtora entendeu que cabia a ela desenhar soluções arquitetônicas que pudessem proporcionar aos clientes as melhores experiências possíveis. Nos edifícios corporativos, por exemplo, o projeto tem de ser amigável não apenas aos seus usuários, mas também aos pedestres que dividem a calçada com o prédio. Desse modo, sempre há assentos para descanso, permitindo, inclusive, mais trocas entre as pessoas que trabalham ou vivem na região.

Por sua vez, nos edifícios residenciais, a palavra de ordem é privacidade. “Também investimos em projetos com iluminação e ventilação naturais, pois isso reduz os gastos com luz e ar-condicionado e, consequentemente, diminui o impacto ambiental”, afirma Zarvos. Segundo o executivo, a novidade agora fica por conta da nova forma de se relacionar com o consumidor: pela primeira vez, a construtora vai alugar as unidades de um empreendimento em vez de vendê-las. “Percebemos que existia interesse em alugar por parte de jovens que estão começando a vida profissional e de pessoas que não querem comprar apartamento, pois a posse não é importante. Já temos o terreno e agora estamos conversando com investidores sobre o projeto”, acrescenta.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno

MRV, por sua vez, está apostando na tecnologia para agradar os consumidores. É que a construtora fechou acordos com grandes varejistas, como o Magazine Luiza, para oferecer descontos em itens de linha branca, por exemplo. Para isso, basta o cliente acessar o marketplace da MRV e se cadastrar para obter facilidade de pagamento, frete grátis ou outros atrativos para o bolso. “O nosso intuito é facilitar a vida do cliente que não tem tempo para mexer com obra depois que recebe as chaves”, esclarece Rodrigo Resende, diretor de marketing e venda da MRV. “Por isso, também oferecemos, por meio de um aplicativo, a possibilidade de o cliente escolher os acabamentos que quer no apartamento. Assim, tudo fica personalizado de acordo com seu gosto.” Essa facilidade acaba se traduzindo em números de vendas, afinal, é pela propaganda boca a boca que a construtora continuou crescendo, mesmo em meio a uma crise econômica sem precedentes. “Um em cada seis clientes vem por indicação de pessoas que compraram conosco no passado”, diz. Além disso, os edifícios mais novos da MRV já são entregues com itens que até então não estavam na prancheta dos arquitetos: entradas para USB, sinal de Wi-Fi nas áreas comuns dos prédios e até garagem para bicicleta.

Já na EZTEC a proposta é juntar em um mesmo prédio salas comerciais, residenciais e espaços de coworking, pois a construtora identificou que o pós-consumidor quer se aprofundar na ideia de compartilhamento e de comunidade. “Toda a área externa se tornou ponto-chave, desde o ciberlounge, onde é possível lavar roupa e tomar café, passando pelo bicicletário até a academia bem-estruturada”, explica Alexandre Tagawa, head de publicidade da EZTEC. Além disso, são oferecidos serviços que são pagos à parte, como se fizessem parte de um menu à la carte. Nesse cardápio sob demanda, entram aluguel do espaço gourmet para festa, concierge, passeador de cachorros. Com tudo isso fora dos apartamentos, as unidades puderam ser reduzidas até 23 metros quadrados. “As pessoas querem ter conforto, mas isso significaria um custo muito alto. Então, isso é possível com unidades menores e mais áreas compartilhadas”, acrescenta. Mas como a EZTEC sabe o que interessa ou não para os clientes? A resposta vem das mídias sociais. “A gente faz pesquisas pelas mídias sociais sobre itens de lazer e isso começou a nortear os projetos. Mas não apenas isso. Até então, vínhamos trabalhando com fachadas neoclássicas e o que as pessoas queriam eram fachadas mais eficientes e modernas — e obviamente isso estará nos próximos lançamentos”, diz.

TER AINDA É PODER

Estudo da MindMiners com 1.200 pessoas mostra os hábitos de compra dos jovens brasileiros
Em uma escala entre 1 e 5, sendo 1 “nada importante” e 5 “muito importante”, quão importante é,
para você, possuir cada um dos itens a seguir: