Como ser uma empresa jovem (sem precisar de botox)

Especialistas discutiram sobre como manter uma companhia com uma aparência — e uma mente — sempre jovem

Por: - 2 semanas atrás

Afinal, por que a juventude é tão desejada? É claro que, quanto mais velhos, mais perto estamos do fim – e isso nos angustia. Mas Ercilia Galvão Bueno, fundadora do Try, trouxe uma reflexão. “Quando você envelhece, o corpo fica mais duro e menos flexível”, disse ela. E é justamente isso que as empresas tentam evitar com o passar dos anos.

Ercilia lembrou que, em 1988, a Kodak, já tinha o mindset de “aperte um botão e a gente faz o resto”. “Isso poderia ter se transformado em um iPhone, em máquina da Nespresso”. Mas não. O que todos viram foi a derrocada de uma marca que foi atropelada por concorrentes e não conseguiu, apesar dos esforços, de reinventar.

Durante o painel “Cosmética Corporativa: um tratamento para manter sua empresa com uma aparência – e uma mente – sempre jovem”, Manuk Masseredjian, presidente e CEO da CDN Comunicação, revelou quatro ingredientes que tornam empresas como Apple, IBM e Microsoft ainda atuais:

1. Capacidade de sonhar e transcender os limites do mercado. “É a capacidade de aterrissar o sonho e transformá-lo num modelo de negócio rentável”, explicou Masseredjian

2. Conhecimento alocado na organização. A competência da equipe – e a vivência entre pessoas de várias gerações e perfil – é fundamental para a reinvenção das companhia

3. Curiosidade. É importante buscar sempre coisas novas (no seu e em outros mercados)

4. Humildade. “Você não encontra empresas que se perpetuam se a humildade não estiver presente. Isso, dentro das empresas, tem muito valor. Empresas arrogantes e soberbas encontram muitos entraves pela frente”, disse o executivo da CDN. Isso acontece porque uma empresa nada mais é do que a união do coletivo

Para Masseredjian e Ercilia, o ponto-chave para manter uma empresa jovem é encontrar um ponto de equilíbrio entre “o que eu já fui e o que eu quero ser”. “Empresas sem botox são aquelas que têm capacidade de sobreviver”, afirmou Masseredjian.

Ele citou o caso do desabafo de Neymar patrocinado pela Gilette. “Antigamente podíamos fazer com que vissem algo que transcendesse o jogador. Hoje as coisas não são mais impostas”, afirmou. O segredo? Entender o diálogo ao invés de construí-lo.

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