Facebook é acusado de remover páginas conservadoras nos EUA

Após remover publicações do MBL e Olavo de Carvalho, rede social repete prática de bloquear perfis conservadores nos EUA. Entenda

Por: - 4 semanas atrás

Após bloquear páginas relacionadas ao Movimento Brasil Livre (MBL), mais uma acusação de censura pesa sobre o Facebook. Dessa vez, a rede social removeu páginas norte-americanas que defendem posições consideradas conservadoras. Nas discussões sobre a ação, a medida foi julgada como censura por parte da maior rede social do mundo.

Entre as páginas bloqueadas está a do blog “The Activist Mommy”, da ativista Elizabeth Johnson. Com mais de 600 mil seguidores, a página pregava ideias conservadoras. Em entrevista ao CBN News Monday, a blogueira falou sobre o assunto: “Aparentemente, eu violei as políticas do Facebook com algum conteúdo que eu postei”, explica.

Quanto tentou fazer uma publicação, uma notificação foi apresentada com a justificativa do banimento por “discurso de ódio”, de modo que a rede social não apontou exatamente qual foi a publicação em questão. Na sequência, a ativista teve nova notificação que dizia que seu bloqueio ocorre de forma equivocada.

Outro perfil que sofreu censuras no mesmo período é a Prager University, organização sem fins lucrativos também conhecida por expor ideias alinhadas ao pensamento conservador. Com mais de três milhões de seguidores, a página teve oito publicações apagadas que também foram atribuídas ao filtro de “discurso de ódio” da rede social. Em entrevista à Fox News, um dos administradores do perfil concluiu que o Facebook aplicou censura em publicações.

“As evidências mostram que eles começam a restringir as opiniões de teor mais conservador do canal”, disse Will Witt.

Exemplos no Brasil

O movimento de bloquear páginas segue uma tendência que já ocorre no Brasil. No final do mês de julho, a rede social excluiu quase 200 páginas e quase 90 perfis pessoais sob o argumento de “desinformação”, ação que integra a tentativa de combater as fakenews. No twitter, o Movimento Brasil Livre se posicionou dizendo que perfis pessoais de integrantes e algumas páginas pertencentes ao grupo foram excluídas. “blogs e perfis que eram públicos e apresentavam fontes de tudo que diziam”, explicou.

Outro perfil brasileiro que foi bloqueado recentemente pela rede social foi do professor e filósofo Olavo de Carvalho, também conhecido por se posicionar de forma conservadora. Em 2015, o perfil também foi bloqueado após algumas publicações polêmicas. Depois de ser bloqueado, o filósofo criou a expressão “Foicebook” para determinar a ação.