Estudo revela aumento de interesse por consumo consciente no Brasil

Pesquisa do Instituto Akatu entrevistou 1090 pessoas nas 12 capitais do país, de todas as classes sociais, para compreender adesão do conceito

Por: - 4 semanas atrás

A preocupação com recursos naturais, armazenamento de lixo e outras ações importantes para o clima do planeta deixou de ser discurso de ambientalistas e se tornou uma preocupação constante entre os brasileiros. De acordo com estudo realizado pela pesquisa “Panorama do Consumo Consciente no Brasil:  desafios, barreiras e motivações”, a adesão de mais de cinco hábitos conscientes no país saltou de 32% para 38% nos últimos seis anos. Entretanto, acompanhando esse aumento, persiste o desejo de obter o carro próprio.

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O estudo abordou 1090 pessoas das 12 capitais do país, acima de 16 anos e de todas as classes sociais. As questões levantaram hábitos básicos como deixar a lâmpada acesa, reutilização de objetos e embalagens, separação do lixo, preparação de compras, entre outros aspectos.

O desejo que persistiu com mais destaque entre as classes C, D e E – que possuem renda média de 708 e R$ 2.695 -, é o de adquirir o carro próprio. O dado revela que existe uma dificuldade em renunciar a este modelo de transporte, uma vez que faltam estímulos para a reversão do quadro, como melhores condições dos equipamentos de transporte público, por exemplo.

Coleta seletiva

Outro dado interessante que a pesquisa trouxe foi a falta de consciência quando o assunto é coleta seletiva. Nos municípios onde não existem aterros de triagem para permitir que resíduos sólidos sejam encaminhados corretamente, grande parte dos moradores acredita que não faz diferença aderir aos hábitos de separação de resíduos na hora de separar o lixo.

Formação de jovens

A formação de consciência entre o público mais jovem está entre as lacunas a serem desenvolvidas no momento presente. Os dados revelaram que o público com menor escolaridade e de baixa renda possui mais dificuldade em incorporar as mensagens. Entre os mais conscientes, 24% possuem idade acima de 65 anos, de modo que 40% contam com ensino superior e 52% possuem renda entre R$ 5,4 mil  e R$ 23 mil.