PMU pretende triplicar total de apostas em corridas de cavalos até 2020

No primeiro semestre, foram movimentados R$ 112,5 milhões no País e, pelo andar da carruagem, a estimativa de girar R$ 244 milhões em 2018 será alcançada

Por: - 2 meses atrás

Até a década de 1950, o turfe era um esporte relativamente popular no Brasil, no entanto, com o passar dos anos, as corridas hípicas acabaram se tornando um hobby de nicho. Mas a francesa Pari Mutuel Urbain (PMU), que movimenta € 10 bilhões em apostas em corridas de cavalos na França, pretende mudar o rumo dessa história. A operadora está investindo na popularização da atividade no País, que, segundo Adriene Trinca, diretora de comunicação e marketing da PMU Brasil, tem potencial para registrar o maior crescimento fora da Europa. “Na França, o esporte é consolidado, são 6,5 milhões de apostadores, o que representa 10% da população; se chegarmos a 1% da população brasileira já será um grande avanço”, diz. A subsidiária brasileira tem a meta de triplicar o total movimentado até 2020 — no ano passado, o giro apenas no Jockey Club Brasileiro atingiu R$ 215 milhões, alta de 12% ante 2016.

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Para tanto, a PMU tem investido em formas de facilitar as apostas como cartões pré-pago. “Também estamos oferecendo a possibilidade de os brasileiros apostarem pela internet em corridas dos Estados Unidos, do Canadá, da França e de Hong Kong”, diz. Atualmente, é possível fazer apostas em corridas nacionais em uma das 135 lojas especializadas, nos hipódromos ou até pelo telefone e pela internet — 75% do valor é usado na premiação das apostas vencedoras e 25% são revertidos para a melhoria dos hipódromos. No Brasil, o maior prêmio já pago foi de quase R$ 1 milhão.

Somente no primeiro semestre, foram movimentados R$ 112,5 milhões pela PMU no País e, pelo andar da carruagem, a estimativa de girar R$ 244 milhões em 2018 será alcançada. “Precisamos explicar para muitas pessoas que o turfe não é um jogo de azar, exige estudo e, por isso, o fator sorte não é preponderante”, acrescenta a especialista sobre a legalidade das apostas no Brasil. Segundo Trinca, a queda de popularidade do esporte se deu, nas últimas décadas, pela falta de renovação de público de apostadores. “Por isso, estamos de olho em novo público: jovens que estão descobrindo o esporte e pessoas que fazem apostas esportivas como o Cartola FC, por exemplo”, destaca.