Uma transformação digital não acontece em um passe de mágica

Essa mudança não acontece por acaso ou simplesmente com a aquisição de determinadas tecnologias. Há outros fatores em jogo

Por: - 3 meses atrás

Um dos grandes desafios do mundo corporativo é como se inserir de maneira marcante dentro do universo digital. Não se trata de adquirir equipamentos, contratar profissionais e manter a mesma cultura analógica. A lógica da desejada transformação digital não obedece essa regra. Esse foi o ponto de partida do painel “Transformação digital: todo mundo fala, mas ninguém faz de verdade”, no Whow! Festival de Inovação.

O mediador foi Jacques Chicourel, Diretor de Soluções Digitais da Atento, deu início ao encontro com uma reflexão: “Falamos sobre transformação digital, mas temos que fazer uma reflexão sobre isso como sociedade. Todos nós precisamos mudar a nossa postura e, para isso, temos que fazer disso uma rotina. Devemos fazer isso todos os dias”, disse.

A Índia passou passou recentemente por esse dilema e, hoje, é um dos países com a maior quantidade de profissionais das áreas de tecnologia. Tushar Parikh, country head do Brasil para as áreas de banking, financial services e insurance Tata Consultancy Service, trouxe essa visão para o Whow!

“É fenomenal que todo mundo está no digital. O conceito para mim é como água para peixe. Ela é fundamental para a existência de todos e, por esse motivo, precisamos pensar muito bem no ecossistema em que vivemos tal qual a água para o peixe. Devemos aplicar essa ideia para os negócios, mas devemos ter algumas cautelas, como entregar o uso para crianças em casa”, disse Tushar.

Para Lívia Brando, gerente executiva de informação da EDP Energia, há muita informação desencontrada sobre transformação digital. Isso, inclusive, tem levado a alguns erros sobre como fazer e o próprio significado sobre essa ideia. “Muita gente fala (sobre transformação), mas há um buzzword de informações. Precisamos dar um passo atrás para entender a empresa dentro desse contexto. A mudança acontece quando realmente viramos a chave sobre a cultura da empresa”, disse.

Mas qual a capacidade de uma empresa promover uma transformação digital? Será que as companhias adotaram um discurso, mas, na prática, ainda incentivam ou promovem velhas práticas? “Essa transformação é a primeira etapa e poucos de nós foram alfabetizados (ou preparados) para essa mudança, especialmente no mundo dos negócios. Hoje as companhias trabalham essa ideia de maneira fragmentada, mas ainda focam os seus esforços em resultados”, disse.

O caminho, segundo os painelistas, é a mudança de mentalidade com foco constante em teste ou tentativa e com a possibilidade de incidência de erro. No entanto, mesmo essa ideia de tentativa erro também contém alguns equívocos dentro do ambiente corporativo.

“No mundo tradicional, o erro é um problema. Por outro lado, no meio do novo ecossistema de negócio o erro é permitido. No entanto, existe um equívoco também dentro dessa ideia. O erro deve servir para aprender e ajustar rápido. Não devemos pensar apenas em errar para aprender”, explica Jaqueline Welgel, CEO da W Futurismo.

O IoT da Atento

A Atento está de olho nas novas tecnologias e, por conta disso, montou um espaço de inovação chamado Atento Lab. Nesse espaço temos pessoas de diferentes áreas do conhecimento. Há desde um linguista, passando por profissionais de UX, data science, entre outros. E esse time desenvolveu da empresa desenvolveu algo exclusivo para o Whow!

Jacques revelou que a companhia desenvolveu uma tecnologia baseada em IoT para inteligência sobre as pessoas que circularam no evento, seja no Teatro Cetip quanto nas visitas técnicas.

“Desenvolvemos um hardware e espalhamos no nosso estande, além de alguns lugares de visitas. Coletamos muitas informações interessantes e que mostram a força de uma tecnologia que desenvolvemos em cerca de 15 dias”, disse Jacques.

Segundo os dados, a maioria era homem, de aproximadamente 39 anos e que olharam o hardware, que possuía uma câmera, por 3,7 segundos. Além disso, foi verificado que as pessoas 940 cafés, 3,7 mil pessoas olharam o display e passaram pelo evento 1.882 pessoas.