WeWork quer colocar 1 milhão de pessoas em seus espaços até 2020

A crise de 2008 afugentou investidores do setor imobiliário. Apostando em experiência no ambiente de trabalho, a WeWork bateu US$ 20 bi em valor de mercado

Por: - 3 meses atrás

O perfil de empresas que fazem parte da WeWork no mundo foram mudando. Começou com pequenos empreendedores, logo depois da crise. Nos Estados Unidos, as pessoas estavam sem emprego e a cultura empreendedora americana estimulou o negócio. Com o tempo, as grandes empresas passaram a se interessar em ocupar as posições da empresa.

A Amazon é, hoje, a maior cliente global hoje da WeWork, com 10 mil posições. Em São Paulo, a WeWork opera o espaço da InovaBra, hub do Bradesco voltado para inovação. A empresa anunciou que, até o fim do ano, serão onze prédios. Hoje, são oito, contando com a inauguração, há um mês, da unidade da Berrini, onde a empresa recebeu o público do festival de inovação Whow!, realizado nesta semana em São Paulo.

Hoje, o WeWork tem valor de mercado estimado em 20 bilhões de dólares e é a quinta empresa mais valiosa do mundo. “Valor de mercado não é a coisa mais importante, mas mostra a nossa relevância e que somos reconhecidos”, afirma Hugo Silveira, Senior Community Manager da WeWork.

Dobrando de tamanho a cada ano desde 2010, quando surgiu, a empresa tem 248 mil pessoas trabalhando em suas posições em 74 cidades espalhadas por 24 países. São 253 prédios ocupados pela WeWork no mundo e a taxa média de abertura de unidades é de quase 10 espaços por mês. “A ideia é chegar a mais de 1 milhão de membros até o fim de 2020”, afirma Silveira. Hoje, a empresa é a maior inquilina comercial de Nova York e Londres, e ano passado foi a maior locatária comercial do Brasil.

Para abrir espaço no concorrido mercado imobiliário, em especial depois da crise econômica de 2008, que começou no setor, a WeWork se posicionou como uma iniciativa alternativa à antiga lógica imobiliária. “A We Work não é uma empresa de real estate, apesar de seu business ser. Se os investidores enxergassem a gente desse jeito, jamais investiriam tudo que investiram em nós. Eles nos enxergam como uma comunidade e veem o potencial que é essa coisa de trazer gente que vai trazer mais gente”, detalha Silveira ao lembra que, na última rodada de investimento que a We Work abriu foram captados 4 bilhões de dólares de um fundo de investimento.

Humanização do trabalho

Mais do que oferecer um espaço de trabalho otimizado, a proposta da WeWork é “humanizar as relações de trabalho que estão mudando com o tempo”, explica o representante da empresa. “A visão de trabalho está associada desde os tempos antigos ao não prazer. Hoje, não está mais ligada à tortura física, mas, ainda, à tortura mental. É isso que a We Work tenta mudar”, completa.

Para tanto, são desenvolvidas iniciativas dentro dos espaço, como a “Thank God It’s Monday”, que quer transformar o espírito da segunda-feira, com a reunião das pessoas que trabalham dentro dos espaços na sala comum para incentivar a interação. “O objetivo é trazer as pessoas para a área de convivência, fazer com que saiam de suas salas, conversem e compartilhem.