Por que pragmatismo e inovação andam juntos? A Croma responde

Liderada por Edmar Bulla, a consultoria abriu suas portas durante o Whow! Festival de Inovação e levou seus participantes a grandes reflexões

Por: - 3 meses atrás

Uma das grandes missões do Whow! Festival de Inovação é inspirar aqueles que abraçam essa experiência. Para os participantes que tiveram a oportunidade de conhecer a Croma, essa também foi a mensagem que mais marcou. “O conhecimento precisa ser compartilhado. Ninguém acende uma vela para deixar embaixo da cama, ela precisa trazer luz”, destacou Edmar Bulla, CEO da consultoria, ao receber seus convidados na sede da organização, em São Paulo.

Bastante diverso, o público contava com sotaques de diferentes regiões brasileiras – Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Espírito Santo… Olhares distintos com um mesmo objetivo: entender a forma de enxergar inovação proposta pela Croma. Um tema que Bulla compartilha com bastante entusiasmo. Afinal, em sua visão, abrir as portas de uma empresa e suas metodologias é uma forma de demonstrar sua competência e capacidade, principalmente quando é complexo de tangibilizar uma entrega de resultados, como ocorre com serviços de consultoria.

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“Onde se encontra o erro em um processo de inovação?”, questionou o CEO aos participantes. A resposta é composta por diversos elementos, como a falta de conhecimento do público, precipitação, falta de validação e, principalmente, o apego a um processo muito etéreo. “Se posso dar uma grande dica é usem o factual como ponto de partida para qualquer coisa”, analisou. “Uma grande ideia não sustenta mais um negócio. O ponto de partida é um problema com indicadores claros. Precisamos ser criativos e inovadores sim, mas também factuais”.

Ponto de vista

Essa visão, claro, é desafiadora. Muitas empresas não conhecem seus próprios problemas – e mesmo assim esperam soluções. Por isso, a Croma se responsabiliza por encontrar o KPI certo. Antes mesmo da definição de um briefing, a consultoria faz processos de imersão no negócio do cliente para entender sua cultura, processos e complexidades específicas. Não à toa, Bulla define seu modelo de negócio como design de soluções. Não existe um portfólio de produtos na organização, mas sim de estudos, metodologias, cases e clientes. “Se os desafios são diferentes, as soluções não podem ser iguais”, explicou.

Quando foi idealizou a companhia, há oito anos, Bulla sentia uma grande inquietação e não estava satisfeito com o que via no mercado. Mais do que isso, buscava liberdade de pensamento para atuar. Tal modelo questionador rapidamente chamou a atenção de grandes clientes e não demorou a chegar o momento em que o CEO precisou decidir por aumentar a sua estrutura e atuação. Atualmente, a Croma atua em três pilares: Consulting, Insights (unidade de pesquisa) e Knowledge (braço de capacitação). “O mercado precisava dessa oxigenação”, refletiu.

Como última mensagem, disse ao convidados: sejam inconformados. É o questionamento sobre a razão principal das coisas que traz novas respostas. Ao mesmo tempo em que uma postura pragmática garante o andamento das estratégias e traz mais resultados. Cada pessoa deve abraçar seu papel de forma fiel ou acaba causando transtornos a todo o sistema – e isso ocorre tanto na vida profissional quanto pessoal.