A casa ecologicamente correta da Basf

Um das visitas técnicas oferecidas pelo Whow! Festival de Inovação foi na CasaE, produzida pela Basf. Tudo é ecologicamente correto – até o “tijolo”

Por: - 3 meses atrás

Uma das visitas criativas oferecidas pelo Whow!Festival de Inovação foi na CasaE, da Basf, localizada na zona sul de São Paulo. O espaço é uma casa ecoeficiente, que atua como um catálogo da Basf e de seus parceiros. Seu propósito é disseminar e fomentar tendências, promovendo ao segmento da construção soluções que levem maior produtividade, economia e durabilidade às edificações e garantam mais bem-estar ao usuário final.

O Brasil é o décimo País a receber o projeto da empresa no mundo e o espaço possui 400 m². A Casa já está em sua terceira onda de adoção de novas tecnologias e a inclusão de parceiros. Nessa nova etapa, a CasaE incluiu 40 soluções da BASF , além das oferecidas por 31 parceiros.

Tour

No tour, Suzana Fernandes, coordenadora da CasaE falou sobre as tecnologias usadas na construção do espaço. Um dos pisos é um revestimento uretânico, chamado Ucrete, considerado um dos mais resistentes e capaz de resistir a produtos químicos, por exemplo. “O produto, inclusive, é usado como piso de indústrias ou empresas que suportam de grandes máquinas a caminhões que normalmente danificam o piso do espaço”, disse.

Outro material usado na casa é o Neopor. Trata-se de um material feito de poliestireno expandido (EPS) com adição de grafite. Na prática, ele é usado na produção de um bloco construtivo que substitui o tijolo ou mesmo bloco de concreto na hora de levantar uma parede. O produto é resistente e proporciona alguns ganhos ecoeficientes, tais como a redução no consumo de energia sendo cerca de 20% mais eficiente no isolamento térmico em relação ao EPS convencional. “No Chile já existem construções que utilizam essa tecnologia. No Brasil, o desafio é romper a barreira do preconceito para o EPS.

Casa Econômica

Outros produtos foram aplicados na construção de um espaço chamado Casa Econômica, um conceito de casa popular a partir do uso de materiais ecologicamente aceitáveis. Suzana revelou que o espaço surgiu como alternativa as moradias populares construídas em grande escala.

“Ela foi lançada em 2015 e tem um custo 30% maior que uma casa convencional. No entanto, estimamos que o gasto com mão de obra é 40% menor (sendo que 60% do custo da construção está na mão de obra), o tempo de construção reduzido em 60%, além de outros custos indiretos que tornam o projeto mais econômico que o método convencional quando produzido em escala”, disse