A reinvenção do museu frente a uma geração digital

Assim como muitos modelos de negócio mais tradicionais, o museu passa por um momento de transformação e adaptação. No Canadá, existe um exemplo. Entenda

Por: - 4 meses atrás

Esqueça o que você entende por museu. Aqueles locais tradicionais, com modelos de negócio voltados exclusivamente para o passado, nos quais a arte era contemplada de forma muito mais exclusiva do que inclusiva. Os tempos mudaram. A cada mudança de geração, todos os modelos de negócio existentes precisam ser reinventados – e eles são.

Toda ideia disruptura começa por alguém que acredita, que vê seu tempo e as necessidades de sua geração além do que a maioria das pessoas enxerga. As disrupturas começam de forma inovadora, puxada por essas pessoas, ou simplesmente por um processo mais lento empurrado pela evolução da gerações.

Mudar é preciso, ouvir é necessário.

Museus que, em muitos países, tem seu público segmentado, na América do Norte, o Museu Real de Ontário (ROM), da foto acima, de forma inovadora e totalmente disruptiva abraça a inovação e consegue se transitar e conversar com diversas gerações e públicos.

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É possível encontrar, em cada um dos quatro níveis do local, de exposições da área paleontológica até interações via Inteligência Artificial. São mais de seis milhões de objetos que vão do início da fundação do mundo até o futurismo. Suas exposições itinerantes sempre trazem uma reflexão para quem as vê, reflexão esta que nos mostra para onde estamos caminhando.

A metodologia de inovação utilizada por eles para continuarem sendo referência (desde 1914) em cultura mundial consiste em quebrar paradigmas e ser cada vez mais inclusivos.

O verão, tão aguardado pelos norte-americanos, é recebido com festa dentro do Museu Real em meio às esculturas de milhares de anos. Quatro andares do museu recebe o evento Friday Night Live, que reúne semanalmente (sempre às sextas-feiras) aproximadamente duas mil pessoas. Uma estrutura com alimentos e bebidos é montada em todos os andares do museu, e bandas ao vivo e djs se espalham pelo gigante espaço do museu garantindo diversão para jovens ou famílias. Uma forma divertida e bem diferente de levar cultura aos mais variados grupos sociais.

Um museu clássico, porém, digital.

*Natanael Sena é fundador do Vai de Fusca e está em uma temporada no Canadá