Quase metade dos brasileiros prefere comprar medicamentos genéricos

Uma pesquisa mostrou qual a preferência dos consumidores no momento de comprar os remédios. Evolução dos genéricos mostra a força deste mercado

Por: - 3 meses atrás

Os genéricos estão presentes no mundo há muito tempo. Eles surgiram nos Estados Unidos no início da década de 1960 e ganharam popularidade no Brasil depois de 2000. Este tipo de medicamento representa um mercado poderoso, que vem crescendo. Uma pesquisa mostrou que os genéricos estão próximos de se tornarem preferência entre os brasileiros.

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Para se ter uma ideia da expansão deste segmento, o primeiro registro de um genérico brasileiro foi feito em 2000. Em 2015, o número de registros atingiu 3.600. O sucesso dos genéricos nos Estados Unidos foi impulsionado pelo governo. Já no Brasil, o medicamento tomou fôlego a partir da Lei n° 9.787, de 1999. Conhecida como a Lei dos Genéricos, o artigo foi importante para regulamentar os medicamentos e provocou grandes mudanças no País.

Preferência

Uma pesquisa do Instituto Febrafar de Pesquisa e Educação Continuada (IFEPEC) mostrou que 45% dos brasileiros costumam dar preferência aos genéricos na hora de comprar medicamentos. O estudo, feito em parceria com a Unicamp e o Instituto Axxus, mostrou que os genéricos ainda não conseguiram tomar a maior parte do mercado, mas é apenas uma questão de tempo até que isto aconteça. A crescente preferência pelos genéricos tem forte relação com os preços. Eles são vendidos, em média, pela metade do preço dos medicamentos tradicionais. Segundo a pesquisa, 33% dos consumidores participantes buscam outros produtos e acabam comprando os genéricos.Para a metade, a razão está na economia. O motivo da diferença tão grande entre os preços é simples. As empresas que produzem os medicamentos tradicionais têm custos altos com pesquisa e divulgação. Além de demorarem anos para desenvolver os produtos, elas precisam divulgar em comerciais na televisão, por exemplo. Já as fabricantes dos genéricos não têm estes custos, elas precisam fazer apenas os testes de bioequivalência.