O grande desafio no mundo do Big Data: a execução

O grande desafio no mundo do Big Data: a execução

Por: Editor CM* 4.615 views

Não basta mais ter acesso a um grande número de dados, uma estratégia real de Big Data envolve boas decisões. Entenda em artigo exclusivo

Agora mesmo, enquanto você lê este texto, bilhões de dados estão sendo gerados no mundo todo, nas mais diversas plataformas e em formatos variados. É o tão falado Big Data, o enorme conjunto de dados que serão garimpados, analisados e processados para fornecerem ideias e insights, gerando estratégias e soluções. Hoje, a maioria das organizações está consciente de que é essencial ter em mãos dados que sejam importantes para o seu negócio. O desafio agora é identificar e usar bem os dados corretos, isto é, os mais adequados para o contexto e as demandas.

O que estou querendo dizer com isso é que, cada vez mais, o valor não reside na informação em si, mas sim na nossa capacidade de tratá-la, analisá-la e, principalmente, contextualizá-la. Porque só assim conseguimos fazer o melhor uso dos dados que vão, efetivamente, enriquecer nossas campanhas, nossas ideias, nossos projetos e trabalhos.

Sabemos que a publicidade tradicional já não funciona, afinal, o mundo mudou, a internet diversificou as fontes de pesquisa e não buscamos mais informação como costumávamos fazer. O tempo em que a propaganda dizia às pessoas o que elas queriam ou do que precisavam já passou. Hoje, a empresa que quiser ser relevante tem que chegar ao consumidor com a solução que ele precisa naquele momento para resolver determinada dúvida ou problema. E, para isso, o uso estratégico do big data, com a coleta eficiente e as análises precisas, deve embasar qualquer plano de atuação ou tomada de decisão.

Mas, então, o que se pode fazer para usar os dados de maneira mais eficaz? A resposta pode ser enganadoramente simples: comece com um dado que mostre um impacto claro nos negócios e siga a partir daí. Um exemplo: você tem uma reunião em que vai apresentar a proposta da sua agência para a empresa X. Você pode chegar com muita informação sobre essa empresa – não terá feito mais do que se espera, certo?

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Por outro lado, se você tem na cabeça que “dados por si só não são a solução”, terá estudado, também, o contexto, o mercado da empresa, como ela aparece, como se diferencia (ou não) dos seus competidores, seus pontos fracos e fortes, o que as pessoas comentam sobre a empresa e sobre seus competidores. Enfim, você terá, mais do que dados, informações pertinentes, relevantes, que passaram por uma análise cuidadosa e efetivamente contribuem para mostrar (e gerar insights para mudar) a realidade da empresa cliente. Ou seja, o uso dos dados corretos enriquece a atuação.

Se o conteúdo é rei, a informação relevante é a rainha nesta corte digital. Os melhores dados, analisados e contextualizados, levam à criação de conteúdo mais rico e influente, inspiram produtos, serviços e ofertas que respondem às demandas dos clientes.

É mais do que hora de os profissionais de marketing, além de pensarem no conteúdo como a bateria que superalimenta tudo o que eles fazem, perceberem que, para além dos dados, a utilização das informações corretas e relevantes é o que realmente importa. E, para isso, o uso de plataformas que utilizam a inteligência para coletar e analisar informações é fundamental, reunindo os dados corretos sobre um potencial consumidor e ajudando os times criativos a convertê-los em ações que sejam relevantes, adequadas, efetivas e que tenham mais originalidade e um approach mais direcionado.

*Eduardo Prange é CEO da Zeeng – Data Driven Platform

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