A evolução do Google assusta muita gente (inclusive a própria empresa)

A assistente virtual do Google poderia ser realmente confundida com uma pessoa. Entenda por que os consumidores não terão acesso a ela tão cedo

Por: - 3 meses atrás

Durante o evento Google I/O 2018 muitas pessoas ficaram em choque ao perceber o alcance da Assistente Virtual da empresa. Na ocasião, ela agendou um corte de cabelo, usou expressões familiares à língua inglesa e marcou horário para um happy hour. A tecnologia, inclusive, ganhou nome: Google Duplex. O diferencial da ferramenta é que ela traz ao robô a capacidade de compreender linguagem natural, deep learning e texto to speech (TTS).

“O Assistente entende o contexto, as nuances e lida com adversidades de forma correta e educada”, explicou o CEO do Google, Sundar Pichai, segundo o Mobile Time. É fato: a tecnologia tornaria a vida das pessoas muito mais eficiente. Porém, a atualização que trará o Google Duplex não tem data para chegar aos celulares dos clientes.

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De acordo com o Canal Tech, o motivo para isso não é apenas tecnológico, mas de adaptação: o Google teme a forma como as pessoas vão lidar com a descoberta de que estão falando com uma assistente virtual ao telefone. Apesar disso, Lilian Rincon, executiva responsável pelo projeto do Google Assistente, afirmou, durante o evento, que acredita na familiarização das pessoas em relação ao Google Duplex. “Eu acredito que quanto mais pessoas usarem o recurso, mais ele vai fazer parte da nossa vida e ajudar a fazer mais coisas no mundo real, como marcar um horário no cabelereiro, e isso ajuda a fechar mais negócios”, afirmou.

Quando o assunto é a chegada ao Brasil, o Google percebe dificuldades relacionadas à chegada do produto a novas regiões devido à necessidade compreensão de sotaques, regionalismos e hábitos de determinados países. Existem também questões de burocracia, legislação e custos – como os altos impostos do Brasil.

Privacidade

Quando o assunto é o cuidado com dados, Lilian comenta que, para dar mais controle ao cliente, garantindo que ele não seja escutado pelo Google durante uma conversa, por exemplo, a empresa desenvolveu algumas estratégias.
Há uma função que mostra o que a tecnologia ouviu e, a partir disso, é possível deletar as informações que desejar. Além disso, se o usuário disser “Obrigado”, a assistente deverá entender que precisa ser desativada.

*Com informações da Mobile Time e do Canal Tech