Facebook Messenger: realidade aumentada pode impactar experiência de compra

Novo investimento do Facebook vai permitir que os consumidores vejam produtos com a ajuda de ferramenta de realidade aumentada. Veja a estratégia

Por: - 4 meses atrás

Os consumidores que ainda têm dificuldades para fazer compras online talvez ganhem uma solução projetada pelo Facebook. O Messenger ganhará um recurso de realidade aumentada, segundo anúncio da empresa durante a F8, sua conferência anual para desenvolvedores. A ideia é que os usuários consigam ter uma visão virtual dos produtos pela câmera frontal do smartphone, “testando-os” virtualmente.

O recurso ficará disponível na conversa com as marcas pelo Messenger e conta até mesmo com filtros. O intuito é que o consumidor veja os produtos em sua tela, como os jogadores de Pokémon Go “enxergam” os pokémons. O movimento pode ter grande impacto na experiência de compra dos consumidores no ambiente online, facilitando sua escolha. Algumas varejistas, como a Ikea, já investiram nesse tipo de solução digital.

Algumas marcas já fecharam parceria com a rede social. Asus, Nike e Kia vão utilizar o recurso para mostrar novos produtos. A Sephora permitirá que os consumidores testem os cosméticos com a ferramenta.

Modelo de negócio

O novo recurso também tem o intuito de ajudar o Facebook em sua receita: as marcas poderão colocar publicidade diretamente no recurso de realidade aumentada e os anúncios do feed de notícias terão conexão com as campanhas no Messenger.

Parte da ferramenta, porém, não é nova: o Snapchat também tem um recurso de realidade aumentada que acrescenta filtros e emojis na câmera dos usuários. Depois da ferramenta de “Histórias”, o Facebook incorporou mais uma ideia da empresa.

A rede social investe em realidade virtual e aumentada já há alguns anos. A Oculus VR, criadora do Oculus Rift, foi comprada em 2014, por exemplo. Com as últimas polêmicas envolvendo a empresa, no entanto, é necessário aguardar para entender como o público e mesmo as empresas reagirão aos novos investimentos.

 

*Com informações da Reuters