Infográfico: a relação dos brasileiros com as fake news

Pesquisa mostra que mais de um terço dos brasileiros já compartilhou notícias falsas mesmo depois de saber que se tratavam de fake news

Por: - 5 meses atrás

As fake news são tema central de debates em faculdades, programas de televisão e até no Senado e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). O fenômeno das notícias falsas tem forte relação com a internet, que é considerada a principal ferramenta de propagação das manchetes. Sites lucram de acordo com a audiência, que é impulsionada por títulos sensacionalistas e conteúdos apelativos.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

Pensando nisso, o Digitalks e o Opinion Box realizaram uma pesquisa que mostrou a relação dos brasileiros com as fake news. O levantamento mostra o poder da internet como fonte de informação: 74% dos entrevistados se atualizam através das redes sociais.

O que chama a atenção no estudo é que 37% dos participantes responderam que já compartilharam algo mesmo depois de descobrir ser fake. Apesar disso, 70% dizem não compartilhar na internet notícias que não leram até o fim. Sobre a crise de confiança gerada pelas notícias falsas, apenas 24% acreditam que as informações que circulam nas redes sociais são confiáveis.

Infográfico: Fernanda Pelinzon, Grupo Padrão

Como combater as fake news

Muitos veículos estão se unindo para desmentir as notícias falsas que circulam pela internet. No caso Marielle Franco, por exemplo, o esforço dos grandes jornais foi combater as fake news envolvendo a vereadora. Algumas agências se dedicam exclusivamente à checagem de fatos.

Segundo Flavio Horta, CEO do Digitalks, os veículos e marcas devem estar atentos à relação dos brasileiros com as fake news para adotar práticas transparentes com relação às informações. “Conhecer o comportamento do consumidor é fundamental para traçar estratégias que auxiliem a comunicação com cada stakeholder”, afirma.

Para o CEO da Opinion Box, Felipe Schepers, é importante observar que a proliferação de notícias falsas não passa por um processo intencional. “As pessoas estão mais criteriosas ao compartilhar informações, mas isso não impede que as notícias falsas circulem na internet. Se as marcas ficarem esperando os consumidores avisarem sobrea as fake news, vão perder tempo”, defende.

Metodologia

A pesquisa da Digitalks em parceira com a Opinion Box ouviu 2.016 pessoas, sendo 52% mulheres e 48% homens. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais e o nível de confiança é de 95%. O levantamento foi apresentado durante a Conferência Content 2018, em São Paulo.