Google destaca nova tendência: as buscas “perto de mim”

Google destaca nova tendência: as buscas “perto de mim”

Por: Raisa Covre 21.174 views

O consumidor quer praticidade e a geolocalização se tornou a sua melhor amiga. Veja as dicas dos especialistas do Google para as marcas aproveitarem esse potencial

Os smartphones mudaram para sempre a vida dos indivíduos. Tudo ficou mais acessível – e até mais rápido – e no Brasil não é diferente. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostras de Domicílio, realizada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o acesso a internet por celular já ultrapassou o acesso feito via desktop (são 60,3% contra 40,1%). E isso porque os dados são de 2016, é bastante provável que no próximo levantamento a diferença seja ainda mais gritante. Nesse contexto, é natural que o comportamento do consumidor seja totalmente afetado. O Google, inclusive, identificou uma nova tendência de comportamento: as buscas “perto de mim”.

Fonte: Think with Google

A empresa primeiro identificou esse hábito nos Estados Unidos e agora ele chegou ao Brasil. A lógica é simples: devido ao costume de fazer buscas pelo telefone, os usuários se deram conta da capacidade de geolocalização que a tecnologia oferece e passaram a aproveitar seu potencial no dia a dia. O consumidor quer encontrar rápido uma boa opção. Segundo o Google, as buscas com o termo “perto de mim” cresceram 75% em 2017.

Confira a edição online da revista Consumidor Moderno!

Esse hábito envolve principalmente atividades de comida e bebida. A busca por “bares perto de mim” cresceram 12.800% em 2017 (e estão entre os 10 mais buscados). Esse novo comportamento pode trazer muitas oportunidades para as empresas, mas demanda preparo.

Rafael Russo, head of data and measurement do Google Brasil, lembra que, antes, existiam dois momentos do consumidor: a hora de ser impactado pelas comunicações televisivas e o momento dentro do ponto de venda. “O mobile agora é mais um elemento que entrou na equação ‘para onde vou’”, destaca. Essa intersecção de buscas traz novos interesses, categorias que antes nem eram buscadas. “As pessoas hoje procuram por pasta de dente, azeite, tapioca… Procuram a melhor maneira para fechar uma promoção”, diz. A jornada de decisão está se alterando.

Fonte: Think with Google
Oportunidade

Segundo Sérgio Messias, head of omnichannel management, é interessante observar que as pequenas empresas perceberam primeiro esse potencial. Para que as marcas aproveitem essa onda, o primeiro passo é bem rápido: disponibilizar informações no ambiente online. “As empresas precisam facilitar a vida do consumidor, colocar endereço, telefone, informar se a loja conta com estacionamento, qual o horário de funcionamento”, detalha. Os clientes não querem mais ter que acessar o site da empresa para procurar uma aba de “Lojas” e encontrar a opção mais próxima. O processo precisa ser mais prático. “É como construir a fachada da loja dentro do ambiente digital”, ilustra.

E, claro, é preciso pensar no formato. Se o telefone estiver disponível, que esteja acessível de forma direta para a ligação acontecer com um simples clique. O segundo passo é usar formatos de comunicação que já tenham o intuito de impactar os consumidores que utilizam a geolocalização. “Existe um formato que já mostra para o consumidor a distância da loja, o nível de estoque e o preço, isso facilita a compra”, exemplifica Messias. Outra dica é trabalhar com audiência. O Google for Business já disponibiliza informações sobre as buscas que as pessoas têm feito, um insumo importante para as empresas.

Potencial pouco utilizado

É muito interessante imaginar as possibilidades da geolocalização nas campanhas e estratégias, no entanto, a primeira pergunta a se fazer é: as empresas já utilizam esse conceito? E a resposta é: de forma tímida. Para o especialista, as organizações ainda estão presas a formatos de trade marketing antigos, ações ao redor da loja, comunicação na frente do ponto de venda. “Elas estão cientes dessa importância, mas é um desafio para elas se adaptar a isso”, explica Messias. A principal razão é estrutural.

“Geralmente existe uma área para o e-commerce e uma área para a loja física, separadas, que não se conversam. É preciso ver esse processo como uma coisa só”, garante. Quem perde com isso é o consumidor (e claro, o próprio negócio). É preciso repensar a organização interna para responder a esse tipo de estímulo, enxergando físico e online como uma coisa só (de verdade).

“É uma questão de cultura. Pensando na busca, é o momento de decisão entre optar por uma marca ou ir para o concorrente”, complementa Russo. A rapidez do celular é vital para a conversão. Como lembra o executivo, mesmo o e-commerce sendo responsável por 3% das vendas, o digital influencia 60% das decisões. A questão da presença é no digital como ambiente e não simplesmente na loja virtual – é a sensibilidade de disponibilizar informações úteis. Um novo momento do consumidor. De novo.

 

Carregando...

Carregando... por favor, aguarde.