A tecnologia mudou o comportamento dos consumidores do mercado auto

A tecnologia mudou o comportamento dos consumidores do mercado automotivo

Por: Leonardo Guimarães 6.133 views

Ideia de usar apenas aplicativos de transporte está mais presente. Consumidores também começam a exigir apresentações de carros em realidade virtual

Um estudo da Capgemini mostrou os impactos da tecnologia e dos serviços de compartilhamento de viagens no transporte. Os números mostram que as fabricantes precisam se adaptar às constantes mudanças de comportamento do consumidor global.
Os aplicativos de transporte vêm transformando o modo de pensar do consumidor. A ideia de não comprar um carro e usar apenas os serviços não é nova. A pesquisa aponta que 34% dos entrevistados já consideram os serviços como uma alternativa à posse de veículos.

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Porém, mais da metade dos consumidores (56%) pensa que a compra de um veículo novo é complementar ao uso de serviços oferecidas por empresas como Uber e 99. O número é ainda maior entre os mais jovens – 64% dos entrevistados de 18 a 34 anos pensam em comprar um carro e usar os aplicativos de compartilhamento de viagem.

O consumidor também identifica a necessidade de mudança na maneira de expor os veículos novos. O estudo diz que 62% dos clientes querem que as apresentações dos carros sejam feitas em realidade virtual. Os bate-papos ao vivo promovidos por revendedores e fabricantes são uma solução apontada por 43% dos entrevistados.

Veículos autônomos

A pesquisa ainda traz outras conclusões importantes, como a disposição dos consumidores em investir na condução autônoma. A popularização dos recursos de direção assistida e a evolução dos testes com veículos autônomos vêm animando os consumidores – 81% estão dispostos a pagar a mais por estes recursos.

As mudanças também trazem preocupações novas. Os consumidores estão mais cuidadosos com a segurança cibernética. Em 2015, apenas um terço dos entrevistados ponderavam o risco de hackeamentos. Hoje, 68% afirmam que este é um fator que observam na hora da compra.

Porém, a familiaridade com os dispositivos vem diminuindo a preocupação dos motoristas com a privacidade. As fabricantes podem solicitar o compartilhamento de dados dos veículos para investir em serviços de personalização e usar as informações para melhorias. A pesquisa recente mostrou que 89% dos motoristas estão dispostos a abrir dados coletados quando o carro está ligado. Em 2015, 80% aceitavam a ideia.

Mercado

As empresas de tecnologia estão investindo nos carros autônomos. Google, Samsung e Tesla fazem testes para soltarmos o volante de vez. Com isso, o interesse do consumidor em comprar carros de marcas como Google e Apple (a norte-americana está investindo em softwares para os self-driving cars) cresceu. Mais da metade (57%) está interessada em adquirir um veículo desse tipo de companhia.

Apesar da disposição em comprar das empresas de tecnologia, os consumidores ainda confiam mais nas fabricantes consagradas. Metade (51%) prefere que os carros autônomos sejam produzidos por empresas que já estão consolidadas no mercado automotivo.

Como estão os testes

A Waymo, divisão da Alhpabet (dona do Google), divulgou um relatório mostrando que seus veículos autônomos já percorreram 8 milhões de quilômetros em testes no mundo real. Ainda foram bilhões de quilômetros em simulações de computador. Já a GM vai investir US$ 100 milhões em duas fábricas onde serão produzidos carros autônomos a partir do ano que vem. O primeiro modelo será o Chevrolet Cruise, que não terá volante e nem pedal.

A Apple está investindo em softwares para os carros que não precisam de motoristas. O CEO da empresa falou publicamente sobre o assunto pela primeira vez à Bloomberg. Outra fabricante na corrida pelo pioneirismo é a Ford. A empesa também testa novos veículos, em Miami. A empresa já foi bem sucedida em testes em Detroit e Pittsburgh.

A corrida é dividida entre as empresas de tecnologia – como Uber, Waymo e Apple – e as fabricantes tradicionais – General Motors, Ford, Nissan, Mercedes-Benz e Toyota.

Porém, as companhias estão sob pressão. Recentemente, dois acidentes fatais com carros inteligentes levantaram questionamentos sobre o futuro desta tecnologia. No dia 19 de março, uma mulher morreu depois de ser atropelada por um veículo autônomo da Uber. Quatro dias depois, um acidente com um carro da Tesla provocou a morte do condutor.

A pesquisa da Capgemini contou com a participação de mais de oito mil consumidores. Os países representados no estudo foram Brasil, Alemanha, China, índia, Estados Unidos, Itália, Reino Unido e França.

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