Blockchain: uma revolução está por vir

Blockchain: uma revolução está por vir

Por: Natália Oliveira 2.851 views

No segundo dia de Rio2C, especialistas avaliam o poder disruptivo do blockchain e afirmam que a nova tecnologia incomoda grandes empresas

“A Revolução do Blockchain – uma inovação disruptiva” foi o tema do primeiro painel na sala Inovação desta quarta-feira (4) no Rio Creative Conference. Christian Aranha, fundador da Entropia, e Marcelo Garcia, fundador da Crypto-Explorers, defenderam a capacidade de a tecnologia mudar o mundo e a forma como nos relacionamos. “Blockchain é quase que um movimento político, ele vai mudar a governança de onde vivemos. É uma nova largada”, afirma Christian.

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Para os especialistas, esse sistema formado por “cadeias de blocos” preza em primeiro lugar pela segurança e pela confiança do usuário, o que é uma busca incessante da população. “Cerca de 90% das transações burocráticas do mundo de hoje gira em torno da falta de confiança das pessoas”, afirma o fundador da Entropia. Ele reforça que a criptografia do bitcoin, por exemplo, é de tão alto nível e tamanho anonimato, que é difícil acreditar que essa tecnologia foi desenvolvida por um ser humano. Os palestrantes deixam claro que a informática achou a solução para eliminar a fraude.

Futuro promissor

O fundador da Crypto-Explorer, Marcelo Garcia, disse que o blockchain é uma realidade para muita gente e que, mesmo com todos os erros e acertos, a tecnologia caminha para um futuro promissor. “Construir uma pirâmide demora, é aos poucos. O mesmo acontece para construir uma grande estrutura como o blockchain”, defende Garcia. Segundo ele, ainda vai demorar para que essa estrutura tenha potencial para mudar as formas de negócio e as bases de transações que conhecemos: “Não vai ser do dia para noite”.

O melhor disso tudo, de acordo com os integrantes da mesa, é que será muito fácil para o cliente lidar com o blockchain. Eles comparam essa mecânica a um jogo de dados: “Você tem cinco dados, vai jogar e esse vai ser seu código. A probabilidade de alguém tirar um código igual ao seu e isso dar problema é o mesmo de cair um meteoro na Terra”, brinca Aranha, da Entropia.

Guerra Civil do bitcoin

Como toda mudança, o avanço do blockchain tem causado reações no mercado. Na Finlândia por exemplo, já é possível emitir um cartão de crédito sem ter conta no banco. E a Suíça está preparando uma regulamentação para a tecnologia, que já é amplamente usada no país.

Essas alterações na estrutura financeira que estamos acostumados faz com que empresas como Google e Facebook evitem o assunto: “Nós, especialistas da área, falamos em uma provável guerra civil do bitcoin, pelo risco que ele representa para as estruturas convencionais”, diz Aranha.

Já Garcia comparou o efeito blockchain com as águas de um rio: “A água desde a nascente até a foz tem um fluxo. Corre de cima para baixo. Hoje tem gente tentando empurrar a água de volta para cima, mas isso é impossível”. Para ele, a melhor solução para as grandes empresas é incorporar as tecnologias do blockchain em sua estrutura, ao invés de tentar bater de frente com ela.

Brasil

De acordo com os especialistas que participaram o painel no Rio2C, apesar de o Brasil ser um país subdesenvolvido e ter dificuldade de liderar grandes mudanças tecnológicas, no que diz respeito ao Blockchain temos boas perspectivas. O Rio de Janeiro já é candidato oficial à base mundial do Itil (maior computador do mundo de Blockchain). Por conta disso, são investidos cerca de um milhão de dólares por mês para promover novas aplicações no Brasil.

A Entropia hoje trabalha para criar no Rio de Janeiro um ambiente propício para desenvolver a tecnologia. O local escolhido foi a Gávea, na zona sul da cidade. A escolha se deu por características do bairro: ter uma grande universidade, espaços que fomentam a vontade de inovar e escritórios de co-working. A expectativa é criar um grande polo de desenvolvimento de blockchain no país.

*O Rio Creative Conference acontece até o dia 8 de abril na Cidade das Artes, no Rio de Janeiro. Confira em nosso portal e nas redes sociais a cobertura completa.

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