Google lança ferramentas que calculam o tempo de abertura dos sites no mobile

O tempo de abertura no mobile será fator de ranqueamento nas buscas do Google a partir de julho. Os novos recursos podem ajudar as empresas a lidar com isso. Veja

Por: - 5 meses atrás

Você já parou para pensar qual é a chance, no mundo atual, de uma pessoa sair de casa sem smartphone? Segundo o Consumer Barometer do Google, os brasileiros passam, atualmente, 89% do seu tempo em seus dispositivos móveis. Este quadro faz a empresa investir cada vez mais para aprimorar o canal mobile. Nesta quarta-feira, durante o Think with Google 2018, a empresa apresentou duas novas ferramentas para o mercado: o Speed Scorecard e o Calcule o Impacto Real da Receita.

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Basicamente, esses novos recursos calculam o tempo de abertura de um site no mobile. O Speed Score Card mostra o tempo necessário para abrir uma plataforma, permite comparações com outros sites e ainda dá o parâmetro de tempo em conexões de internet 3G ou 4G.

A segunda calculadora é ainda mais provocativa: a partir de algumas métricas, a ferramenta mostra a quantidade de receita adicional que uma empresa poderia ter caso o site fosse mais rápido. “Atualmente, 53% das visitas em um site são abandonadas quando ele demora mais de três segundos para carregar”, destacou Allan Thygesen, presidente do Google Américas. Segundo ele, no Brasil, a média de carregamento dos sites é de 15.8 segundos. “Qual foi a última vez que você esperou 15 segundos para ver um conteúdo?”, provocou.

Comportamento

A empresa está levando o assunto tão a sério que, a partir de julho deste ano, o tempo de abertura de um site no mobile será fator de ranqueamento na busca orgânica do Google.

Para quem ainda tem dúvidas da representatividade do mobile na vida das pessoas, a empresa dá alguns dados que demonstram como ficamos acostumados a pesquisar tudo nos dispositivos móveis. As buscas com o termo “perto de mim” cresceram 75% em 2017. Com o tempo “onde comprar”, a alta é de 250% nos últimos dois anos.

Fora isso, só pelas palavras utilizadas pelos usuários na busca mobile, a companhia catalogou mais de um bilhão de interesses diferentes. São muitas possibilidades – e a promessa do Google é se esforçar para que a experiência do consumidor no mobile seja cada vez melhor.