Veja o que fazer para seguir a profissão de Youtuber

Ser Youtuber é a profissão dos sonhos de muitos Millennials, mas poucos sabem que a atividade exige estratégias e deve ser encarada como negócio. Conheça

Por: - 1 ano atrás

Quando perguntadas sobre qual atividade querem exercer no futuro muitas crianças respondem “Youtuber”. De fato, a criação de canais em uma das plataformas mais populares do mundo tem sido almejada por muito gente, mas poucos sabem o que é preciso fazer para que a atividade não pareça amadora.

O CONAREC 2017 reuniu youtubers e especialistas no tema para debater a profissão e o impacto dela nas estratégias de comunicação das marcas. “Ser um criador de conteúdo é um negócio e quando você faz isso você é um empreendedor. Essa profissão precisa ser encarada dessa forma. Foi-se o tempo de contar com a sorte”, disse Kátia Damasceno, gerente de Social Media da Fess’Kobbi Comunicação. Segundo ela, hoje, existem 422 mil pessoas criando conteúdo em vídeo para o Youtube, Instagram e Facebook.

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1. Encare como um negócio

Uma das primeiras atitudes de quem quer ser um Youtuber é encarar a atividade como um negócio. “Precisa ter um mindsest de empreendedor e ter um plano de negócios para pensar em como atrair pessoas e público para o canal”, disse Mirela Kosminsky, head de Influencers da rewardStyle. “Precisa produzir um conteúdo com qualidade técnica e pensar em estratégias para que isso seja uma profissão e um negócio”, avaliou.

2. Invista

Acreditar que basta um vídeo de celular para o negócio dar certo é a fórmula certa para a irrelevância no canal. Hoje, tem mais visibilidade quem produzir vídeos relevantes e bem produzidos. E isso requer investimentos. “Hoje em dia é tudo muito profissional e para quem quer levar isso como profissão e negócio precisa ter um mínimo de investimento. Não dá para começar para ganhar dinheiro”, disse Bruna Munhoz, blogueira e Youtuber do canal Vaidosa e Feminina. Ela criou o blog há quatro anos, mas apenas há dois vive somente do canal. “Leva muito tempo para ter retorno do investimento”, contou.

3. Tenha personalidade

Mais do que criar um canal, é preciso criar uma identidade e personalidade próprias no Youtube – só assim para chamar a atenção em meio a tanto conteúdo em vídeo. Isso significa atender a um nicho desassistido. O canal infantil Ticolicos conseguiu encontrar seu espaço no Youtube. Com 62 mil inscritos, o canal fala de forma delicada e bem humorada com os pequenos, utilizando personagens. Acompanhar esse público é tarefa difícil, afirmou Bruno Fiasqui, diretor geral do canal. “Produzimos conteúdo há quatro anos e vemos que a criança consome esse conteúdo cada vez mais cedo”, afirmou.

4. Acompanhe o seu público (de olho nos dados!)

O que a Ticolicos faz é acompanhar as mudanças dos pequenos e estruturar um diálogo que eles entendam. Essa é a tarefa de todo Youtuber. “A linguagem vai mudando com o tempo e é preciso entender o que o público espera”, afirmou Kátia. “Não tente atingir todo mundo. É importante olhar para os dados”, considerou Mirela.

5. Mantenha a proximidade

“Muitas pessoas deixam de se identificar com o conteúdo de celebridades e começam a buscar informação com aquelas pessoas que estão mais ao alcance”, considerou Bruna. O segredo do sucesso de muitos canais é a proximidade que eles conseguem manter com o público-alvo. Quanto mais real for essa ponte, melhor.

6. Mantenha o sentido

À medida que alguns canais ganham inscritos e crescem, é natural que muitas empresas se interessem em fazer algum tipo de ação com esses influenciadores. Aqui o cuidado é grande. É preciso que essas parcerias façam sentido para os expectadores. Caso contrário, o influenciador perde a credibilidade com o público. O papel das marcas nesse ponto também é relevante. “A marca precisa entender o trabalho do influenciador. É ele que sabe o que funciona no canal dele. Ele precisa ter a liberdade de co-criar com as marcas para melhores resultados”, considerou Kátia.

7. Foque no engajamento

Claro que número de seguidores é importante, mas ganha relevância no canal quem conseguir também ter altos níveis de engajamento com o público. “O mercado está acostumado com a compra de mídia e isso abre uma discussão, que é a diferença entre mídia e influência. Influência é sobre contato humano”, disse Kátia. “É uma construção de longo prazo e de proximidade do público”, considerou Mirela. A conversão, mais do que audiência, é importante KPI para quem quer entrar neste negócio.

Confira aqui a cobertura completa do CONAREC 2017, que tem como tema “Somos todos Millennials”