O mundo (e o consumidor) é de quem transforma

O mundo (e o consumidor) é de quem transforma

Por: Melissa Lulio 613 views

Uma sociedade em transformação exige empresas em transformação. Saiba o que Edward Leaman, professor da Universidade de Stanford, tem a dizer sobre isso

Eu fui criado para entender que, no negócio de marcas, o consumidor é o único que importa. E o marketing não entendia isso nos anos 1970?, defende o especialista em marketing e professor da Universidade de Stanford Edward Leaman, em palestra na Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (FEAUSP).

Ele já teve, durante a carreira, clientes como Nike, GAP e The Body Shop. Hoje, é especialista em construção de marcas e consultor. Mas o caminho todo começou a partir de um interesse por moda. Assim, ele fala sobre o início da carreira ? quando os pais trabalhavam com moda e vendas ?, quando o marketing ainda não entendia o quão importante é o foco no consumidor.

Foi nesse contexto que Leaman descobriu a própria vocação: ?Eu quero estar na indústria da moda?, pensou. O cenário em que começou a carreira, entretanto, não tinha qualquer relação com a forma como as marcas se constroem hoje ? afinal, Facebook, Twitter, Snapchat e WhatsApp, apenas para citar alguns exemplos, não eram ainda nem mesmo um sonho.

Tudo começa com uma ideia

Hoje, entretanto, em uma rotina na Universidade de Stanford, Leaman conta que muitas ideias nascem todos os dias. Mas, esse é um processo que não pode ser ensinado. ?O que podemos ensinar é como transformar uma ideia em realidade?, diz.

Assim, ele afirma que muitas empresas pensam estar vendendo apenas produtos e serviços. Mas, hoje, o processo de consumo e marca não funciona assim. ?O contexto digital é difícil. Como compreender o sentido da marca em um cenário em que, por exemplo, a cada 60 segundos 72 horas de vídeos são inseridos no YouTube??, questiona.

No contexto atual, não basta oferecer produtos e serviços isolados de propósitos, valores e ideias. Assim, Leaman, inicialmente, defende que três perguntas precisam ser feitas:

 

– Quem são os consumidores que servimos hoje e quem serão eles amanhã?

– Quem são os competidores que temos hoje e quem serão eles amanhã?

– Quais são nossas competências? Nós precisamos mudar ou adicionar algo para o amanhã?

 

?Se alguém acredita que o consumidor e os competidores não vão mudar, está louco. Há cinco anos ninguém imaginava a dimensão da Amazon. Um dia houve a PanAm Airlines, a TWA, o BlackBerry?, defende.

Esse é o contexto atual de construção de marca. Um mundo digital onde toda e qualquer informação é concorrência. Então, como podem se construir as respostas para essas questões? De que uma marca precisa? Confira no desdobramento desta matéria.

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